de possessos & graus podres

12 Setembro 2006

Este que está fora e, no entanto, tensiona com o legível de um agora, distancia-se do jogo habitual da verdade e da falsidade e (se) instaura (n)o campo da fecundidade. Este está na margem, à margem, fazendo margem. É um monstro, um diabo, um possesso do bruxo. Sabe, por exploração, dos poros e vasos de vida que instauram, impregnam e desintegram os limites.

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Eu quis o grau zero da declamação. Que a voz fosse a transparência atravessada pelo ritmo infinito do poema.

Despertar o poema (intacto) de seu silêncio congênito. Dizê-lo sem corromper a integridade de sua potência sonora, múltipla, muda e inscrita no porvir sempre adiado de sua efetivação.

Não foi possível. Pude apenas degradar a voz, o grau podre da declamação.