fa – w anda cheio de nostalgias, viciando-se no ópio pop da adolescência, voltando à juventude, infância
zp – mas ele não anda escutando defalla, violeta de outono e fellini? além de lobão e engenheiros pós-90?
fa – exato, música da adolescência, rebeldias mimadas de meninos brancos
zp – mas que w não ouviu na juventude. na época ele apenas lia sobre isto na bizz. o dinheiro não dava pra comprar todos os lps. só agora está ouvindo estas canções. não é nostalgia, é uma descoberta atual. e de um pop alternativo, antipop, estranho, dissonante da doxa: um gosto heterodoxo
fa – mas é parte da mesma onda pop rock de 80, da mesma nostalgia. nostalgia não é nada bom. sentimento de espíritos fracos. w não pode fraquejar
zp – é uma saudade do que nunca ouviu. não vejo problema. no fundo não é saudade, mas criação do passado. criação de um passado-agora. criação do agora
fa – vc sabe que w tem cólicas melancólicas, demências nostálgicas e taras de origem: qualquer pretérito é um perigo. w não pode fraquejar
zp – vamos observar
fa – se preciso agimos
zp – vamos observar e agir apenas se necessário